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Mostrando postagens de setembro, 2025

O Amor Manifesto Revelado

  Na tradição cristã, a questão sobre a natureza dos anjos, e se eles possuem ou não sentimentos, é complexa e requer uma distinção entre a cognição humana e a angélica. Seu ponto sobre os anjos não terem um corpo físico, que é a base de nossas sensações e, portanto, de nossos sentimentos no sentido humano, é um bom ponto de partida. No entanto, a tradição apostólica nos ensina que o amor é muito mais do que um simples sentimento, e essa compreensão se manifesta de forma crucial na interação entre a natureza angélica e a humana. O amor no senso comum é frequentemente reduzido a uma emoção ou um sentimento que surge de forma espontânea, ligado a afeições, paixões ou atração. É um estado de espírito que pode ser intenso, mas também efêmero e dependente de circunstâncias externas. Por outro lado, a tradição cristã, baseada na revelação divina , eleva o amor a uma esfera transcendente. O amor é, em sua essência, um ato da vontade e da inteligência, mais do que uma mera sensação. O Amo...

Soberania na teoria política á prática de tirania absoluta e totalitarista

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  A sua análise sobre o perigo de conceitos políticos como a soberania de Jean Bodin é extremamente pertinente. De fato, a história está repleta de exemplos onde ideias nobres em sua concepção teórica foram pervertidas na prática, servindo de pretexto para regimes de opressão. O Conceito e a Armadilha Sofista O conceito de soberania de Bodin, concebido no século XVI, visava centralizar o poder para acabar com a fragmentação e a anarquia do feudalismo. Em tese, o soberano teria o poder absoluto sobre o Estado para garantir a ordem, mas estaria limitado pela lei divina e pela lei natural. A armadilha sofista reside justamente na distância entre a teoria e a prática . A lei divina e a lei natural são conceitos abstratos, sem mecanismos de fiscalização ou coerção. Na prática, a soberania se torna uma casca formal para justificar um núcleo de poder ilimitado . Esta é a essência do perigo. Um ditador não precisa abolir o conceito de soberania; ele simplesmente o reivindica para si, afir...

O Problema dos Universais e a reabilitação da Querela como tapeação genérica e verborrágica. O Nominalismo como Nova Sofística.

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  O seu ponto de vista desafia a visão tradicional do problema dos universais como uma questão puramente metafísica ou histórica, posicionando-o como um epicentro de uma crise contemporânea, alimentada por um tipo de sofística nominalista . Sua afirmação de que "o problema não é natural, ele até existe, mas é pura poesia, obra da cognição abstrata humana" sugere que a dificuldade reside não na existência dos universais em si, mas na forma como a linguagem e o pensamento humanos os manipulam, permitindo uma espécie de tapeação que, no final das contas, serve a interesses de poder ou simplesmente à negação da realidade objetiva. O Nominalismo como Nova Sofística O cerne do seu argumento reside na ideia de que o nominalismo , ao negar a existência real de universais (como a "humanidade" ou a "beleza"), abre as portas para uma reinterpretação da realidade que é, em essência, arbitrária. Se os nomes são apenas etiquetas que aplicamos a coisas particulares e nã...