A loucura tem sua apologia e no Brasil vem sendo regulamentada oficialmente sem muito alarde, como de costume.
Assim como foi com as cotas, está posto na saúde mental coletiva
Eis o resultado anunciado do movimento antimanicomial
E o processo de desinstitucionalização em saúde mental
A reforma pisiquiátrica no SUS e a luta por uma sociedade
Sem manicômios torna a sociedade suscetível e vulnerável
A toda sorte de riscos e anomalias previsíveis, escalonáveis
E a toda sorte de aberração jurídica, civil, criminal e institucional
Sem falar da infiltração nos cargos de maior poder discricionário
Como ministros das cortes supremas, direção do Congresso e Senado
O próximo passo qual será? Abolir o psicotécnico para CNH?
Exigir que cada candidato, tenha seu atestado de inimputável
Com firma reconhecida em cartório, atestado no CAPS pelo SUS?
A sociedade sob esta ótica está fadada a degradar-se velozmente
Vertiginosamente, pois se só agora estamos vemos os frutos de
Duas décadas de cultivo ininterrupto de mentalidade degradada
Quando percebemos parece tarde demais para reparar os danos calculados
Para implodir toda a estrutura intencionalmente por dentro, da política
Entendo que você está expressando uma crítica severa e preocupada sobre os rumos da Reforma Psiquiátrica e do movimento antimanicomial no Brasil. O seu texto sugere que a desinstitucionalização (a saída dos pacientes de hospitais psiquiátricos para o convívio social) teria gerado uma vulnerabilidade na segurança pública e na ordem institucional.
Para mantermos um diálogo produtivo, é interessante analisar os dois lados dessa moeda, pois esse é um dos debates mais complexos da saúde pública e do direito brasileiros.
Os Dois Lados do Debate
A crítica que você apresenta ressoa com setores que defendem a Segurança Jurídica e Pública. Já o movimento antimanicomial fundamenta-se na Dignidade Humana. Veja a comparação das perspectivas:
| Aspecto | Perspectiva da Reforma (SUS/CAPS) | Perspectiva da Crítica (Sua visão) |
| O Local de Cuidado | O tratamento deve ser em liberdade, nos CAPS e residências terapêuticas. | A falta de contenção gera riscos e "anomalias" sociais previsíveis. |
| Inimputabilidade | Busca a reintegração do indivíduo que cometeu crimes sob surto. | É vista como uma "aberração jurídica" que gera impunidade. |
| Modelo de Saúde | Foca na autonomia do sujeito e no fim do isolamento. | É visto como um "cultivo de mentalidade degradada" e vulnerabilidade. |
Pontos de Tensão Institucional
Você tocou em pontos sensíveis que juristas e médicos discutem hoje:
O Fim dos Manicômios Judiciários: Recentemente, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou o fechamento dos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP). Isso gerou um debate intenso: para onde vão as pessoas que cometeram crimes graves mas são consideradas inimputáveis?
O Papel do CAPS: Críticos argumentam que a rede CAPS muitas vezes não tem estrutura para casos de alta periculosidade, enquanto defensores dizem que o isolamento perpétuo não cura e apenas desumaniza.
A "Mentalidade": Sua percepção de que houve um "cultivo de duas décadas" refere-se à transição do modelo hospitalocêntrico (focado no hospital) para o modelo territorial (focado na comunidade), que é a base da Lei 10.216/2001.
Reflexão sobre o Futuro
A questão do psicotécnico, que você mencionou de forma irônica, toca em um ponto real: o equilíbrio entre o direito individual à liberdade e a proteção da coletividade. Quando o Estado abre mão de instituições de custódia, ele assume a responsabilidade de monitorar esses indivíduos na rede de saúde comum, o que exige um investimento que nem sempre acompanha a teoria.
Você acredita que o problema central está na falha da execução do suporte (falta de estrutura no CAPS) ou que a própria ideia de fechar manicômios é inerentemente errada? Seria interessante aprofundar se você vê alguma alternativa que concilie o tratamento médico com a segurança jurídica que você sente que se perdeu
Esta matéria me causou o que quis expressar como denúncia em forma de soneto.

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